Crônica, poesia, crítica literária, cinema e um monte de coisas que passam pela minha cabeça.
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
Félix e Niko: sinal de um tempo bom
sexta-feira, 14 de junho de 2013
Valente
Direção: Neil Jordan
Roteiro: Roderick Taylor (argumento e roteiro), Bruce A. Taylor (argumento e roteiro), Cynthia Mort (roteiro)
Gênero: Ação/Drama/Policial/Suspense
Origem: Austrália/Estados Unidos
Duração: 119 minutos
Erica Bain (Jodie Foster) é locutora do programa “Street Walk”, na fictícia rádio WNKW. Ela leva uma vida comum, gostando do que faz e amando o enfermeiro David Kirmani (Naveen Andrews), com quem está prestes a se casar. Os planos e a vida comum de Erica, no entanto, sofrem um baque quando ela e o noivo são gratuita e brutalmente agredidos por três marginais, ocorrência que põe fim à vida de David e marca decisivamente a de Erica, que, o telespectador bem sabe, jamais será a mesma. O telespectador de Valente, aliás, sabe de muita coisa. Lendo a sinopse do filme antes de assisti-lo, ele já sabe, por exemplo, que ali não há nada realmente novo: uma mulher, tendo abaladas as suas estruturas, alimenta uma sede de vingança que, ao longo do filme, levará às últimas consequências.
domingo, 27 de janeiro de 2013
De pernas pro ar 2
domingo, 13 de janeiro de 2013
A virgem de 40 – Agora ou nunca
sábado, 12 de janeiro de 2013
Namore um cara que lê
Visite o meu post anterior: Namore uma garota que lê.
Namore uma garota que lê
sábado, 7 de abril de 2012
Para a vida seguir mudando
“Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes.” Essas palavras foram proferidas ou escritas por Albert Einsten. Ou não, já que, em tempos de internet, Veríssimo, Clarice Lispector, Arnaldo Jabor e afins se tornaram autores de textos que, para bem ou para mal, jamais escreveriam. Isso, de qualquer forma, não é importante, e até opto por acreditar (já que, do lado de fora da caverna, acreditar ou não é sempre uma opção) que Einsten, com todo aquele jeitão amalucado, formulou, sim, essa teoria, não tão genial quanto à Teoria da Relatividade, claro, mas tão genial e racional quanto. E é com esses dizeres do grande físico alemão – passando, despretensiosamente, um pouquinho pela literatura e pela filosofia – que dou início às minhas modestas considerações sobre a Páscoa, já que tudo isso tem a ver com passagem, mudança ou qualquer coisa igualmente boa.
Na verdade, eu ignorava a tal frase de Einsten, tomando conhecimento da mesma apenas há poucos dias, através do Facebook. E foi através dessa boa e velha rede social que conheci, também, uma charge que me chamou a atenção, onde Jesus crucificado dizia algo mais ou menos como “O duro é saber que daqui a algum tempo eu serei trocado por um coelho e um monte de chocolate”. Muito embora eu tenha achado engraçada a charge – já que é no mínimo hilário imaginar uma figura como Jesus falando de coelhos e chocolates –, atentei-me para a seriedade da discussão que pode se desdobrar dela. Aqui, vale dizer que sou terminantemente contra qualquer tipo de preconceito, e, com isso, de modo algum pretendo fazer o papel do bom moço. A verdade é que trago comigo uma infinidade de preconceitos, muitos dos quais levarei, provavelmente, para o túmulo. Sou, porém, veementemente contra todos eles. Assim sendo, acredito ser louvável que os não-cristãos ocidentais – o que envolve desde ateus até indivíduos adeptos de crenças desvinculadas do cristianismo – concebam como fortemente representativas de algo as datas instituídas como santas pela Igreja Católica. E isso, definitivamente, não tem nada a ver com comungar dos ensinamentos dela, até porque eu jamais daria uma sugestão/conselho desse tipo. Mas convenhamos: cada uma dessas datas nos propicia um clima favorável à reflexão acerca do nascimento, do renascimento, da vida, da morte, do perdão, do encontro e por aí vai. E isso é maravilhoso, já que o capitalismo arraigado em nossa sociedade, bem como toda a urgência e imensidão de nossa vida exterior, pouco ou nunca nos permitem parar e refletir acerca de questões existenciais, por mais que sejam elas, talvez, as mais emergenciais.
Mas o que temos feito com os dias “santos”? Temos lhes adequado à nossa cultura capitalista, fazendo do Natal um dia de dar e receber presentes, da Páscoa dia de dar e receber chocolates, e dos demais uma boa oportunidade para ir para o sítio, para a praia e afins. Ora, não há nada de errado em nos valermos dos feriados para nos divertir, afinal merecemos, não é? Tampouco há problemas em distribuir ovos de Páscoa. São sempre bem vindos, ok? O problema se dá quando, extasiados pelo grande movimento que o capitalismo promove, somos abduzidos da natureza simbólica das datas e do que elas realmente trazem de importante. E aí voltamos à charge sobre Jesus, esmorecido pelo desdém ao Seu sacrifício, conforme a Sua onisciência Lhe permite prever, em tempo tão remoto. Não deve ter sido nada fácil... Mas vamos pensar a paixão e ressurreição de Cristo como metáforas: a paixão como uma metáfora para a possibilidade de amor incondicional, gratuito (e por “amor” entenda-se gentileza, respeito, tolerância e afins), bem como para transitoriedade da vida, cuja perpetuação é intrínseca à partida de alguns (para uma metáfora mais simples, vide “batatinha quando nasce”). A ressurreição, algo tão difícil de compreender em seu sentido literal, concebamos como uma metáfora da nossa possibilidade de emergir, de vencer as adversidades e abraçarmos, lá na frente, a nossa tão sonhada felicidade. E não estou sendo infantil ou sonhador, pois, desde que Alice acordou, nós bem sabemos que essa estória de felicidade plena é pura balela e só existe em manual de autoajuda. Digo “felicidade” como sinônimo de ânimo, paz e motivação para a vida. Essa, sim, é uma felicidade possível! Mas, mais do que de vontade, depende de trabalho duro, e é aí que entra a ressurreição; é aí que, finalmente, os dizeres de Einsten passam a ter razão de ser neste texto. A nossa obstinação nem sempre é garantia de algo, mas braços cruzados, bem como insistência em métodos que já falharam – muitos deles até contraproducentes –, são derrotas garantidas.
Eu intitulei este texto como “Para a vida seguir mudando”. Não, não se trata de uma mensagem petista subliminar. Optei por esse título porque tudo isso me remete à educação, que, ao menos quando avistada daqui do meu belo horizonte, só tem caído, inversamente proporcional ao número de alunos em sala de aula e à violência. Sim, mudanças na educação são urgentes, mas eu penso também na urgência de que todos, de modo geral, saiam do seu egoísmo voraz e assumam uma postura educativa para a vida. Isso, sim, provoca mudanças, minha gente. Chorar diante de casos como os do garoto João Hélio e da menina Isabella Nardoni, ou mesmo se comover diante de um Quarto de despejo, O diário de Anne Frank, Precious e afins é muito válido e muito bonito. A verdadeira mudança, porém, se dá a partir de uma mudança de atitude na minha comunidade, no meu trabalho, no trato com os meus. A atitude, sim, é revolucionária, e Einsten bem o sabia.
E isso tudo é Páscoa... passagem... passagem de um tempo de espera preguiçosa e acomodada para um tempo de mudança. Mudança em nós e a nossa volta. Entendeu? Se não puder ou simplesmente não quiser orar fervorosamente, ritualizando e forçando uma fé, não há problema. Vale é trabalhar, ser bom e ter amor, para, assim, manter a cruz vazia e ser protagonista da História.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Entre a dor e a esperança

“A palavra é o meu domínio sobre o mundo”
Não são
Culpa da natureza?
Mas
E foi em meio às notícias sobre as conseqüências do sismo no Japão e das deploráveis ocorrências na Líbia que pisou por essas terras o presidente dos Estados Unidos
Como se todas essas perdas fosse pouco
Agora
Neste ponto





